São Paulo, 1937
Maria Marysia Portinari Greggio (Araçatuba, São Paulo, 1937). Pintora, desenhista, gravadora e escultora. Estuda desenho e pintura com Waldemar da Costa (1904-1982) e tem aulas sobre a história da arte de Flávio Motta (1916) no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1955. Expõe pela primeira vez na Galeria Prestes Maia em 1957. No mesmo ano, tem obras expostas em Lisboa e Madri. Vivendo entre São Paulo e Rio de Janeiro, torna-se assistente e aluna de seu tio, o pintor Candido Portinari (1903-1962). Em 1959, pinta um mural para o Lloyd Seguros Gerais em São Paulo. Recebe, em 1963, o prêmio de “Melhor Pintor do Ano”, concedido pela TV Excelsior e, mais tarde, pela Associação de Imprensa de São Paulo em 1971. É eleita presidente do Clube dos Artistas e Amigos da Arte, o “Clubinho” em 1974. Em 2008, é publicado do livro Livro ilustrado de arte: vida e obra de Marysia Portinari: a invenção da memória, editado pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, com texto do crítico de arte Jacob Klintowitz.
Em 1923, fixou-se definitivamente em São Paulo, tornando-se figura central do modernismo brasileiro e representante das vanguardas europeias no país. Engajou-se em iniciativas culturais como a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e dialogou intensamente com artistas locais. Sua obra é marcada por forte conteúdo humanista, abordando temas como sofrimento, exclusão social, imigração, espiritualidade e identidade judaica.
Ao longo da carreira, transitou entre pintura, gravura e escultura, mantendo uma paleta sóbria e expressiva, com ênfase em formas densas e emotivas. Nos anos finais, sua produção alcançou maior liberdade formal, aproximando-se da abstração. Após sua morte, sua casa tornou-se o Museu Lasar Segall, consolidando seu legado na história da arte brasileira.
Fonte: Itaú Cultural
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